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Blog EntryJul 14, '07 2:02 AM
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[ditadura gay, lobby gay, censura, liberdade de expressão, repressão, lei da "homofobia", PLC 122/2006, PL 5003/2001, PL 5003-b/2001]

Fonte: VINACC e Movimento de Apoio, 13/07/2007

Projeto de Lei 122/2006: inconstitucional, ilegítimo e heterofóbico

Projeto de Lei 122/2006: homofobia ou heterofobia? (IV-final)

(*) Uziel Santana

 

A Constituição Federal assegura que a simples expressão de condenação moral, filosófica ou religiosa ao homossexualismo não se constitui em discriminação, mas em constitucional, legítimo e legal exercício da liberdade de manifestação do pensamento, consciência e crença religiosa.”

 

Neste último artigo da série sobre a análise do Projeto de Lei 122/2006, onde, inicial e tematicamente, apresentamos, ao longo desta série de ensaios, o questionamento “homofobia ou heterofobia?”, responderemos, concludente e peremptoriamente, a proposição interrogativa. E já o fazemos, de plano, no título: trata-se, pelas razões anteriormente expostas e aqui reafirmadas, de um projeto de lei que, no seu nascedouro, já é, materialmente, inconstitucional, ilegítimo, imoral, totalitário e, mais que isso, potencializa, no Brasil, a possibilidade de estabelecimento de uma nova e endêmica entidade clínico-psicossocial: a heterofobia. Vejamos e reafirmamos (porque já o fizemos antes), como ilações, os porquês.

 

Por que o Projeto de Lei 122/2006 é inconstitucional? É inconstitucional porque a Constituição Federal estabelece, no art. 5º, como direito e garantia fundamental, que, primeiramente, “homens” e “mulheres” são iguais em direitos e obrigações, de modo que a Constituição não reconhece um terceiro gênero: o homossexual E, se assim o é, como um projeto de lei ordinária pode tentar estabelecer super-direitos e a impossibilidade absoluta de crítica a um grupo de pessoas que, enquanto homossexuais, nem reconhecidos são pela Constituição? Para a Magna Carta, queiram eles ou não, estes são homens ou mulheres. Esse foi e, continua sendo, o espírito do legislador constitucional e do poder constituinte originário que o fundamenta. Apesar de a Constituição dever ser interpretada como um texto aberto, há balizas interpretativas que são estabelecidas de modo fundacional e, portanto, não podem ser superadas sem a alteração do texto.

 

Ademais, como já explicamos e enfatizamos nos ensaios anteriores, o texto constitucional é de uma clareza límpida ao assentir que é livre a manifestação do pensamento, que é inviolável a liberdade de consciência e de crença, assegurando-se para isso o livre exercício dos cultos religiosos e, mais que isso, contundentemente, afirma: “ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica”. E num Estado Democrático de Direito, onde os direitos sejam, material e formalmente, democratizados, o bem maior a ser assegurado é a liberdade, conquistada, historicamente, através de sangue, suor e lágrimas pela sociedade brasileira. O projeto que está aí vai, frontalmente, de encontro a liberdade que nós temos de expor idéias e opiniões. Por tudo isso, é, flagrante e materialmente, inconstitucional.

 

Por que o Projeto de Lei 122/2006 é ilegítimo? Diz-se que uma lei é legítima, quando esta é a expressão jurídica dos anseios, valores e vontade da sociedade. A questão é: de acordo com o que vimos sobre os artigos do projeto, estes se coadunam com a vontade da sociedade? Isto é, a sociedade brasileira quer, realmente, possibilitar o aprisionamento de padres, pastores, monges (e etc.) simplesmente pelo fato de que eles, a partir da Bíblia, pregam em seus sermões e homilias que o homossexualismo é “abominação perante Deus” e “negação da criação e do Criador, porque querem desvirtuar a natureza – corpo, alma e espírito – do ser humano”? Claro que não!

 

Segundo nos aponta o último censo do IBGE, mais de 90% da sociedade brasileira é católica ou evangélica. Que legitimidade tem esse projeto, então? Temos a convicção de que os olhos da sociedade brasileira, neste momento, estão voltados à iminente votação no Plenário do Senado Federal. Se não há legitimidade, em absoluto, temos a certeza de que também não haveria eficácia social ou efetividade se este projeto fosse aprovado. A não ser que se estabelecesse uma nova ditadura no Brasil (o que não é pouco provável, tendo em vista os acontecimentos políticos que temos visto).

 

Por que o Projeto de Lei 122/2006 é (i)moral? Moral é o conjunto de usos e costumes de uma sociedade. O conjunto de valores e ações que, no geral, a sociedade acredita ser o seu bem, o seu belo e a sua verdade – o “mores maiorum civitatis” da cultura helenística. Ora, o Projeto de Lei 122 vai, essencialmente, de encontro àquilo que constitui a Moral da sociedade brasileira que, como afirmamos, é quase no todo, de uma tradição judaico-cristã. Por assim o ser, este projeto nega tudo aquilo que corresponde aos anseios, usos e costumes da nossa sociedade. E por isso é imoral, isto é, nega a moral da nossa sociedade. Dentro da nossa tradição moral, não há espaço para discriminação, nem preconceito. Do mesmo modo, não há espaço para tolhimento da liberdade de expressão, de convicção e de crença. A nossa moral nos diz que podemos ser aquilo que quisermos ser, assim como também que todos têm o direito de se posicionar e manifestar-se sobre esse ser ou não ser. E essa é a Moral que foi inserta no nosso sistema jurídico.

 

Por que o Projeto de Lei 122/2006 é totalitário? É totalitário, porque estabelece para toda a sociedade, para todas as instituições e para todas as pessoas o que se começa a denominar “Mordaça Gay”. Acredito que nem seja esse o desejo dos homossexuais. O projeto, absurdamente, torna criminosa, sem valoração distintiva, toda e qualquer manifestação contrária às práticas homossexuais. É o estabelecimento de uma imunidade comportamental jamais vista, em tempos de democracia, na história do direito brasileiro. O discurso é envolvente, mas falacioso. Fala-se em proteção dos direitos humanos, mas na realidade o que se está a estabelecer é a imposição de um modo de existência.

 

Por que o Projeto de Lei 122/2006 é heterofóbico? Simplesmente, porque os homens e mulheres da sociedade brasileira é que passarão a ter medo de se relacionar com os homossexuais. Porque tudo que se fizer ou falar, pode ser interpretado como homofobia e sujeitará as pessoas a penas de prisão. A cultura do medo restará implantada entre os heterossexuais. Os homens e mulheres da nação estarão sob a mira do aparato policial e do sistema prisional. Isso dá ou não “fobia” (medo)?

 

Se usam de violência contra os homossexuais que se use o Direito como está posto para todos indistintamente. Numa democracia não há espaço para privilégios legais para um grupo de pessoas que já tem as mesmas armas e faculdades jurídicas para se defender dos abusos que possam ser cometidos contra eles.

 

Não à homofobia e, do mesmo, não à heterofobia!

 

(*) Advogado

Mestre em Direito – UFPE.

Professor da UFS – (ussant@ufs.br).

http://www.vinacc.org.br/novo/geral/novo-destaque5.php?subaction=showfull&id=1184348522&archive=&start_from=&ucat=31&

[ publicado anteriormente no jornal Correio de Sergipe ]

VINACC - Visão Nacional Para a Consciência Cristã 

http://www.vinacc.org.br  --  http://www.conscienciacrista.org.br

MOVIMENTO DE APOIO - http://movimentodeapoio.blogspot.com 

Ver também:

PLC 122/2006: Homofobia ou heterofobia? (1a parte)  - http://liberdadedeexpressao.multiply.com/journal/item/60  

PLC 122/2006: Homofobia ou heterofobia? (2a parte)   - http://liberdadedeexpressao.multiply.com/journal/item/61 

PLC 122/2006: Homofobia ou heterofobia? (3a parte)   - http://liberdadedeexpressao.multiply.com/journal/item/62  


47 CommentsChronological   Reverse   Threaded
hoplita24 wrote on Aug 5, '08
Gostaria de fazer um simples elogio aos comentarios pertinentes à LPC 122. Sou estudante de Direito e tambem encontro na referida lei, um teor inconstitucional, privilegiando uma determinada classe de pessoas, tornando - a irretocavel. Sob à luz da norma jurídica, não posso aceitar, que priorizando uma classe minoritaria, a constituição fuja da premissa maior, qual seja, à igualdade e liberdade, tanto de direitos como de expressar a sua opinião, seja ela contrária ou não, seja da maioria ou não. Importante lembrar que os evangelicos não são pessoas incultas, que por uma crença religiosa cega, se deixam levar pelos ventos de doutrina que ameaçam a conduta das pessoas. Pelo contrário, estão a par dos acontecimentos atuais, sem discriminar o homossexual ou quem quer que seja, mas sim a sua prática, que equivale às mesmas de um alcoólatra, um viciado, um serial killer, etc... (ainda vale lembrar, que cada evangelico no país, representa menos um viciado, menos um alcoólatra, menos uma família problemática entre tantos problemas que assolam a sociedade, comprova-se ainda, ser a entidade que mais transforma as pessoas problemáticas, que a mesma sociedade deveria proteger, exclui, com atos vexatórios e discriminatórios.) obrigado pelo espaço e tempo dedicado à leitura desse e-mail.
liviamaat wrote on Apr 13, '09
Vamos também lutar para revogar a lei do racismo! Ela me tirou os direitos de discriminar os negros, de expressar publicamente que eles são inferiores, de não querer alugar o meu imóvel a eles e de dispensá-los de uma vaga mesmo se houver um branco disponível para preenchê-la!

Agora me explica, sabichão, o que diferencia o seu discurso do que escrevi acima. Ah, já sei: (i) vc é negro e consegue visualizar perfeitamente o absurdo que é o racismo, embora curiosamente tente, mesmo que com argumentos grotescos totalmente indignos de alguém que se diz mestre em direito, deturpar o objetivo do PLC 122 - prover a um grupo historicamente discriminado (exatamente como os negros) direitos constitucionais fundamentais; ou (ii) vc é homem, branco, de classe média, hetero, descendente de europeus, sem deficiências e cristão e chora de raiva porque sua classe, que já não detém "direitos privilegiados" (como se o mundo já não fosse feito para os seus), perderá o "direito" de discriminar os outros. Uma terceira opção é que vc é só um fanático tentando a qualquer custo lutar contra o que a lavagem cerebral que lhe fizeram lhe disse ser abominável. Há várias outras, mas fico só com essas.

Quando o PLC 122 for aprovado, meu bem, trate de procurar outro grupinho para ser o bode expiatório do seu ódio irracional. Talvez os apreciadores de frutos do mar, já que o Levítico expressamente os condena à morte. Ou continue contra o fluxo da sociedade na qual vc vive, para virar um velho ranzinza que ninguém leva a sério. Ou se mude para a Somália, lá não existem direitos gays e provavelmente não existirão por um bom tempo. Caso decida por esta última opção, faça o favor de levar todos os seus amiguinhos fanáticos junto. Construa na Somália seu império do ódio. Faça templos do ódio e convoque a população a odiar os outros umas três vezes por dia.

Mas pelo seu próprio bem, e da sua imagem, tente propagar seu ódio irracional com argumentos minimamente coerentes. Eu sou mulher, meu bem. Lésbica é minha orientação sexual, e não meu gênero.

Atenciosamente,

Lívia Maat
pedrochimenti wrote on May 6, '09
Lívia, acho que você não percebeu a fina ironia que permeia o artigo. Essa história de terceiro gênero é piada, minha querida. Ninguém que se gabe de ter um título de mestre diria algo do tipo a sério.

Deixemos de lado a brincadeira. Tá na cara que o autor nem sequer leu o projeto de lei que está a criticar. Se tivesse lido, perceberia que o objetivo do PLC nº 122/06 é estender às minorias sexuais (mas também aos heterossexuais, que estão compreendidos no conceito de orientação sexual) uma proteção que a Lei nº 7.716/89 já confere a minorias raciais, étnicas, religiosas etc., razão por que beira o ridículo afirmar que sua aprovação concederá "super-direitos" [sic.] aos gays. A mencionada proposta não representa nada de inovador no ordenamento jurídico brasileiro, porquanto apenas amplia os casos de discriminação passíveis de punição. Os evangélicos, os negros, os índios, os estrangeiros, enfim, todos aqueles que são tradicionalmente alvos de preconceito, gozam atualmente de proteção idêntica. E ninguém em são consciência dirá que a lei que os beneficia impede críticas à bíblia, ao movimento negro e aos religiosos fundamentalistas, por exemplo. Criticar, é óbvio, nada tem a ver com discriminar (e a lei proíbe esta conduta, não aquela).

Se o autor leu o projeto e não percebeu coisas tão evidentes, passo realmente a duvidar da qualidade do programa de pós-graduação da UFPE (ou do título que ele diz ter).

Abraço,

Pedro Chimenti
liberdadedeexpressao wrote on May 7, '09

É uma grande mentira alegar que a lei da mordaça gay (PLC122/2006) é inofensiva, cheia de boas intenções e que só tem como objetivo estender uma suposta "proteção" aos homossexuais.

Críticas, opiniões ou informações que podem desagradar a determinados grupos étnicos, religiosos, etc. são freqüentemente vistas como exercício legítimo de liberdade de expressão. O mesmo não acontece quando as críticas, opiniões e informações "desagradáveis" se referem aos homossexuais e ao homossexualismo. Aí vira ofensa terrível. Pois qualquer mínima expressão que contrarie os homossexuais é imediatamente rotulada como "homofobia", "preconceito", "ódio", etc., e, para eles, tem de ser tratada com crime gravíssimo...

É exatamente pelo fato de que uma parcela significativa dos militantes gayzistas não conseguem conviver com a liberdade de expressão que esse projeto de lei aberrante foi inventado. E é por isso mesmo que, pelo bem da democracia, ele não pode ser aprovado.
pedrochimenti wrote on May 7, '09, edited on May 7, '09
Meu amigo, não estamos discutindo o quão suscetíveis a críticas são alguns homossexuais. Mesmo porque conheço um bocado de evangélicos que se sentem profundamente ofendidos quando ouvem que suas igrejas são empresas cujo único objetivo é arrancar dinheiro de pessoas ignorantes e desesperançadas. Ora, isso não muda o fato de que, pela lei que atualmente beneficia os religiosos (e que se pretende estender às minorias sexuais), a crítica que acabei de reproduzir é absolutamente legal — pode ser, como penso que é, uma generalização estúpida, mas ainda assim é permitida. Gostem ou não, e isso vale tanto para evangélicos quanto para gays, não há nem pode haver proibição tão profunda à liberdade de expressão. O que a lei hoje existente obsta, repito, é a discriminação. Por isso, se o pastor prega que homossexuais são pecadores, é um direito dele. Com a aprovação do PLC nº 122/06, apenas não poderá proibi-los de entrar na igreja (desde que se portem exatamente como os demais fiéis) ou humilhá-los por conta de sua orientação sexual. Em suma, a proposta que está para ser aprovada não pune a opinião, pune a manifestação de preconceito. É a mesma regra, repito de novo, que já beneficia negros, estrangeiros, índios, religiosos etc.

Claro, você tenta pintar um quadro em que gays aparecem como sujeitos que não sabem conviver com a liberdade de expressão e a democracia. Diz que fariam mau uso dos mecanismos protetivos atualmente disponibilizados a outros segmentos. No entanto, essa posição prova por si só que o PLC vem em boa hora. Não que sua postura seja homofóbica. Apenas demonstra uma visão deturpada acerca de um grupo que você claramente desconhece. É mais ou menos como dizer que judeus são uma raça degenerada que conspira para dominar o mundo ou que negros são seres inferiores e sem alma, razão por que não devem ser tratados como os demais cidadãos — trata-se de equívoco que, como você deve saber, serviu de pretexto para algumas das grandes tragédias que maculam nossa história. Aliás, chega a ser risível chamar de "gayzista" um grupo de pessoas que é vítima das mais variadas formas de violência e que somente reivindica mecanismos que assegurem o direito, garantido a todos, de não ser discriminado.

De todo modo, ainda que gays fossem os bichos-papões que você supõe, o PLC, repiso, não impede qualquer crítica à homossexualidade ou aos homossexuais, só não deixa impune quem os discrimina. Aos que pensam o contrário, peço que leiam o projeto e indiquem qual tipo penal representa tanto perigo à liberdade de crítica. Ou, então, que assumam de vez que se opõem à proposta porque não querem abrir mão da confortável posição de algozes.

Abraço.
liberdadedeexpressao wrote on May 7, '09
Bom, já que você fez a comparação, digo-lhe que se vê, sim, entre homossexuais, muito mais suscetibilidade e intolerância às críticas do que entre evangélicos. É comum dizer que pastores são ladrões, por exemplo. Uma generalização como essa, tão grosseira e potencialmente ofensiva a muitos, é feita corriqueiramente, sem maiores problemas e sem desencadear choradeiras na mídia ou correria para o Ministério Público para sair à caça dos "evangelicofóbicos". Exatamente o contrário do que acontece com os gayzistas, que, por muito menos, choramingam, esperneam e processam seus supostos "ofensores". Esclareço que, com o termo gayzistas, não estou me referindo a todos os homossexuais ou ao "grupo de pessoas que é vítima das mais variadas formas de violência", como você diz, mas ao pequeno e barulhento grupo de ativistas, gays ou não, que fazem de um gosto sexual uma bandeira política para tentar impor sua vontade a toda a sociedade, perseguindo e censurando o pensamento contrário.

Você demonstra uma curiosa "certeza" do que vai ser permitido ou não caso a lei da mordaça gay seja aprovada. Dizer que homossexualismo é pecado pode, não pode é impedir presença de homossexuais na igreja? Tá. Suponhamos que seja assim. E se os homossexuais na igreja estiverem travestidos? Certamente não poderão ser impedidos de comparecerem na igreja fantasiados, claro, já que o PL busca "proteger" não só a "orientação (sic) sexual", mas também a tal "identidade de gênero". E se dois gays quiserem que o pastor ou padre os case em sua igreja? Certamente o religioso não vai poder se recusar, pois, se o fizer, estará cometendo o terrível "crime" de discriminação contra homossexuais. Então o sacerdote trate de casar os gays, se não quiser ser processado, ir pra cadeia e/ou ser linchado moralmente, coisa que aliás, a militância gay já adora fazer, mesmo sem sua lei ter sido sequer aprovada.

Estes são apenas pequenos exemplos do que irá acontecer caso o PL da "homofobia" seja aprovado. Aliás, isso não é nenhuma suposição paranóica da parte de "religiosos fundamentalistas". Já é o que ocorre em países que deram a burrada de permitir que leis totalitárias como essa fossem implantadas.
pedrochimenti wrote on May 8, '09
Uau, esses homossexuais são realmente uns monstros (ou pelo menos o "pequeno e barulhento grupo de ativistas", como você diz). Impõem o próprio pensamento a toda a sociedade, perseguem, censuram os que discordam do seu estilo de vida degenerado... Estamos mesmo em plena ditadura gay. É fato!

Nem parece que falamos de uma minoria que, no mais das vezes, nem sequer tem coragem de sair do armário e enfrentar o mundo de frente, tamanho é o preconceito que a vítima. Eu aplaudo os "gayzistas" que lutam para que eles próprios e seus pares sejam tratados com a mesma dignidade dispensada às demais pessoas, não impondo sua vontade, como você afirma, mas exigindo respeito. Algo a que, frise-se, todos nós temos direito. São aguerridos? Sim! Eventualmente pecam por excesso? Pode até ser (embora nada me pareça mais excessivo do que o clássico chute na santa e os inúmeros casos de desrespeito às religiões de matriz africana perpetrados por alguns evangélicos). De qualquer forma, esses "gayzistas" certamente não diferem daquela crioula impertinente que ousou sentar nos acentos destinados a brancos e solapou os preconceitos da sociedade americana ou das feministas desvairadas que, entre um queimar de sutiãs e outro, abriram as portas para que as mulheres conquistassem uma situação de relativa igualdade em relação aos homens.

Sobre o fato de os evangélicos do seu mundo paralelo não denunciarem os casos de discriminação de que são alvos, digo que isso não indica absolutamente nada. É uma opção legítima, sem dúvida. Mas não se pode exigir que todas as pessoas suportem resignadamente manifestações de preconceito. Afinal, não me parece falha de caráter reclamar a punição daqueles que cometem crime — ou, no caso dos homossexuais, lutar para que as situações de preconceito passem a ser reconhecidas como delito. Não esqueça, aliás, que alguns Estados brasileiros já punem, no âmbito administrativo, as mesmas condutas que o PLC nº 122/06 quer transformar em crimes. E não se registrou a enxurrada de processos e punições que você supõe. Pelo contrário, em São Paulo, por exemplo, a Lei nº 10.948/01 foi aplicada pela primeira vez cinco anos depois de aprovada, num caso absolutamente legítimo. É o retrato dessa gente abusada que só faz espernear e choramingar diante das mais tolas banalidades.

Agora vamos ao que importa. Por que a lei é totalitária? Por acaso ela difere da lei que atualmente beneficia todas as outras minorias que já cansei de citar? A reposta é simples para quem leu o projeto: não! Repito, o PLC altera a Lei nº 7.716/89 — que hoje proíbe discriminações em função de raça, cor, etnia, religião e procedência nacional —, estendendo sua proteção às hipóteses de discriminação motivada por orientação sexual ou identidade de gênero. Se você considera essa mudança "totalitária" (e pelo jeito desconhece até o conceito de totalitarismo), então, por uma questão de rigor lógico, deve considerar que toda lei que proíba discriminações baseadas em características historicamente marginalizadas também o é. Afinal, pra que proteger negros, índios, umbandistas e estrangeiros? Revoguemos, pois, a lei atualmente existente.

Você afirma, ainda, que eu falo com uma "curiosa" certeza sobre o alcance do PLC. Faço-o porque sou estudante de direito e efetivamente li a proposta, ao contrário da maioria dos críticos. E, é óbvio, não preciso de bola de cristal para interpretar um texto e identificar quais condutas ele proíbe. Em determinados casos, um dissenso entre os intérpretes é até comum. Mas jamais chega ao absurdo de estender tipos penais a hipóteses por eles não expressamente previstas. É regra elementar de direito penal.

Seus "pequenos exemplos do que irá acontecer caso o PL da 'homofobia' seja aprovado", em relação aos quais não lhe falta "uma curiosa 'certeza'", só indicam que você realmente desconhece o projeto que estamos discutindo, já que não há nele um crime genérico de "discriminação contra homossexuais". Há, isso sim, tipos penais bastante detalhados, que não deixam dúvida quanto às condutas passíveis de punição. Basta ler a proposta.

Mas vamos analisar os exemplos apresentados. Quanto ao do casamento gay, a solução é das mais simples. O PLC não possui um tipo penal semelhante a "negar celebração de matrimônio em razão de orientação sexual", ou coisa que o valha. Por isso, nada impedirá o pastor ou o padre de seguir os mesmos requisitos e formalidades impostos atualmente por sua igreja. Até porque seria um contrassenso que o projeto exigisse a celebração de casamento religioso quando nem a lei civil consagra a união entre pessoas do mesmo sexo. Em relação ao exemplo do "homossexual travestido na igreja", que você pinta como um ato de protesto ou insulto deliberado, basta pensar que também não se admitiria a entrada de um umbandista de roupa branca, pés descalços e guias no pescoço. Há uma diferença óbvia entre proibir uma pessoa de entrar em ambiente aberto ao público em razão dos critérios vedados pela lei (raça, etnia, religião etc.) e proibi-la porque, apesar de enquadrar-se num dos segmentos legalmente protegidos, ela pratica atos que desrespeitam as pessoas que frequentam tal lugar.

Viu? Interpretar lei não é tão difícil. E, neste caso específico, o cenário que se avizinha certamente está longe de ser o apocalipse que você proclama.

Abraço.
liberdadedeexpressao wrote on May 8, '09
Meu amigo, parece que você é quem está tendo dificuldades em interpretar o PLC 122/2006, projeto de lei da mordaça gay.

O fato é que o tal PL penaliza "incitar à discriminação ou ao preconceito devido a orientação sexual", transformando em crime até mesmo o ato de expressar opiniões ou fatos que possam ser tachados de "preconceituosos" ou "discriminatórios", como se pode ver, por exemplo, neste trecho:

"§ 5º O disposto neste artigo envolve a prática de qualquer tipo de ação violenta, CONSTRANGEDORA, INTIMIDATÓRIA OU VEXATÓRIA, DE ORDEM MORAL, ÉTICA, FILOSÓFICA OU PSICOLÓGICA"

Portanto, se os senadores cometerem o ato insano de aprovar essa lei, será passível de censura, repressão e punição, até com cadeia, qualquer manifestação de pensamento, ação, de religiososos ou não, ou mesmo informação que desagrade aos homossexuais, ou, mais especificamente, à militância gay - a qual, como sabemos, tem por hábito rotular como "homofobia" ou "preconceito" toda e qualquer coisa que lhe contrarie.

Dentro do vago espectro de "ação violenta, constrangedora, intimidatória ou vexatória, de ordem moral, ética, filosófica ou psicológica" cabe qualquer coisa, e isto serve, como eu já disse antes, para censurar e reprimir qualquer manifestação ou informação que desagrade aos homossexuais militantes. Aliás, é esse mesmo o principal interesse da militância gay e de sus politicamente corretos "simpatizantes" em aprovar tal lei.

Abraço.
pedrochimenti wrote on May 8, '09, edited on May 8, '09
Olha, resolveu ler o projeto. Estamos evoluindo!

Vamos ao parágrafo que você citou. Em primeiro lugar, importa dizer que ele não beneficia apenas homossexuais. Beneficia as vítimas de preconceito de raça, cor, etnia, religião, procedência nacional, gênero, sexo, orientação sexual e identidade de gênero. E mais: beneficia também heterossexuais, uma vez que no conceito de orientação sexual, como já referi, está compreendida a heterossexualidade. Em segundo lugar, todas as condutas descritas no dispositivo citado exigem DOLO. Por isso, não basta que a bicha histérica se sinta ofendida com o fato de o pastor pregar o que diz na Bíblia. É necessário que o pastor, em sua homilia, tenha tido a intenção de violentar, constranger, intimidar ou vexar — o que, por uma questão de fidelidade aos valores cristãos, deve ocorrer muito raramente. A um leigo, pode parecer estranho que a caracterização de um crime fique na dependência de elementos anímicos, cuja aferição é evidentemente difícil. Mas, garanto, é assim que funciona na maioria dos tipos penais.

Fica claro quando se analisam os crimes contra a honra. Para a configuração da injúria, por exemplo, não é suficiente que um sujeito demasiado melindroso se sinta incomodado. O ato que o molesta deve ter a capacidade de ofender a honra subjetiva do homem médio (a pessoa "normal", nem submissa demais, nem suscetível demais), bem como deve ter sido praticado com o "animus injuriandi", ou seja, com a vontade íntima de causar dano. Daí por que críticas, relatos, brincadeira etc. não configuram tal crime.

Essa pequena explicação serve para o parágrafo que você transcreveu. Uma simples pregação, uma discussão intelectual ou mesmo uma crítica não chega a violentar, constranger, intimidar ou vexar um homem médio, tampouco deixa transparecer a intenção (o dolo) de violentar, constranger, intimidar ou vexar. Mesmo porque, veja bem, todas as condutas descritas no dispositivo são bastante sérias. Imagine que tipo de situação de desrespeito faria com que você se sentisse vítima de uma delas — supondo, é claro, que você se considere uma pessoa mediana em matéria de suscetibilidade. Quanto a isso, gays não são diferentes de você. Talvez um ou outro militante até o seja, mas o fato é que o PLC não diz que "se considera constrangimento ou humilhação aquilo que a vítima diz que o é". Valem, portanto, os mesmos critérios interpretativos que os juristas desenvolvem há séculos. E, em caso de dúvida, lembre-se, milita em favor do acusado a presunção de inocência. Como em todo Estado Democrático de Direito.

Bom, espero ter deixado claro que, ao contrário do que alguns querem fazer crer, o direito penal e o PLC nº 122/06 não são esse samba-do-crioulo-doido — expressão que não é discriminatória porque, no caso, não há o "animus" necessário para tanto, percebe? Talvez um incauto pense o contrário e me processe. Mas isso não é pretexto para que se revoguem as leis que combatem a discriminação racial. Caracterizado o abuso por parte das autoproclamadas vítimas, denunciação caluniosa e reparação civil nelas! Também é assim em Estados Democráticos de Direito.

Dou por encerrada minha participação neste espaço. Foi um prazer debater com você, mas já perdi tempo de mais nessa discussão. Peço desculpas se me excedi em algum momento. Sou diplomático por natureza, mas também adoro uma boa polêmica. Coisa que a área exige de mim.

Ah, e que fique claro: não tenho nada contra os evangélicos. Minha melhor amiga é evangélica e portadora de deficiência. Apenas sou contra o preconceito e sei como é duro ver entes queridos sendo discriminados. E, acima de tudo, sem o menor pudor de parecer piegas, penso que toda pessoa tem o direito de ser respeitada da forma como é. O que, em última análise, redunda na obrigação a todos imposta de respeitar.

Abraço.
liberdadedeexpressao wrote on May 8, '09

De certa forma, seu comentário confirma o que eu estou dizendo. A subjetividade é predominante no conteúdo e na aplicação desse tipo de lei. O que é ofensa, se sentir ofendido, ter intenção "dolosa" de ofender, tudo isso se lambuza num brejo de subjetividades, de todos os lados, inclusive do juiz.

Freqüentemente há uma forte tendência para se tomar partido dos ditos grupos "historicamente discriminados". Por isso também é equivocado achar que esse tipo de lei vale pra todos. Claro que não. Primeiro porque ela contempla apenas algumas características humanas para "proteger". Segundo, porque ela não é feita para defender a todos, mas aos tais grupos considerados eternas "vítimas".

É bobagem achar que essa lei serve pra "proteger" evangélicos e heterossexuais tanto quanto umbandistas e gays, por exemplo. Da mesma forma que dificilmente as leis anti-racismo servem para proteger brancos tanto quanto protege negros.

O vício da vitimização, a repetição de choradeiras-padrão, já coloca a priori uns sempre como vítimas, e outros necessariamente como culpados. Exemplo óbvio, que vemos a toda hora: falou-se em homossexualismo e religião, gays são vítimas e evangélicos são culpados.

As leis já existentes já contemplam os casos de agressão física, injúria e outros ataques que são dirigidos às PESSOAS, todas, sejam elas quem forem, de qualquer "orientação sexual".

A criação de leis, ou sua alteração, para acomodar a invenção de CRIMES SUBJETIVOS e relacionados às IDÉIAS é um abuso autoritário que deve ser rechaçado, e não aplaudido por conta de suas alegadas boas intenções em controlar as pessoas e o que elas podem ou não pensar e dizer.

Mais razoável é que as pessoas, inclusive as que têm algum problema que as faz mais suscetíveis, aprendam a lidar com idéias contrárias, sem se sentir tão excessivamente melindradas e sem achar que é justo e direito querer calar a boca dos outros ou mandá-los pra cadeia simplesmente por que não pensam como elas.

Abraço.
sacisky wrote on Jul 16, '09, edited on Jul 16, '09
Leis e opinião religiosa não combinam. Lei é feita para todos e o estado tem que ser laico, sem se dobrar a opinião de cristãos, muçulmanos, indus e outras tantas religiões - todas cheias de preconceitos e dogmas. Vejam: Como são tratados os evangélicos que vão pregar em países que não os toleram? Como são tratados os evangélicos por novelas de redes que não os toleram (resultado de uma disputa comercial entre emissoras de Tvs)? E mais; como são tratados os cristãos dentro das igrejas evangélicas que tem boa parte do corpo tatuado e decidiram ser evangélicos? Ou como são tratados pais e mães de santo pelos evangélicos (e virse versa)? Todas relações carregadas de preconceitos.
No caso dos que comentam aqui nesta página: se viesse a surgir uma lei que os protegesse e evitasse que se falasse mal de evangélicos ou de cristãos e que estes não fossem tratados de forma preconceituosa, os comentários desta página não seriam de apoio?
Estamos falando de leis feitas de homens para homens, que sejam benéficas a todos e sirvam para proteger as minorias, que por serem, não tem meios para isso. O homossexual merece ser tratado com respeito; como profissional, como pai, mãe (por que muitos o são) e companheiros, e, não serem submetidos a comentários indignificantes por quem quer que seja, ou o protocolo de leis, juízes e familiares que não enxergam o que está na sua frente (no caso da união estável entre eles).
Opinião sobre o homossexualismo todos podem ter, mas como colocar isso de maneira não ofensiva e de uma forma não discriminatória é o que deve ser discutido. Estabelecer limites para isso é importante. É claro que obedecendo e discutindo a constitucionalidade, a coerência e a aplicabilidade da lei.
Se vocês querem, gostam de, ou necessitam falar mal dos homossexuais e sua opção sexual e não querem contratá-los, aceitar sua existência, etc., façam como fazem agora os que ainda carregam em seus corações o preconceito de cor; se quiser que falem pra seus filhos e amigos, mas não será propício que se faça isso em público. Só isso.
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liberdadedeexpressao wrote on Oct 10, '09, edited on Oct 10, '09
Não estamos propondo que se critique, odeie ou humilhe as pessoas homossexuais, mas defendendo o direito de se dizer o que se pensa e o que se sabe sobre diversos assuntos, inclusive sobre o homossexualismo.

Os homossexuais têm, obviamente, o direito de serem quem são e de expor suas opiniões sobre os mais diversos assuntos. E as pessoas que não são homossexuais também devem ter esse direito, fundamental. Direito que o PLC 122/06 quer retirar.

http://liberdadedeexpressao.multiply.com/tag/plc%20122-2006
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liberdadedeexpressao wrote on Nov 8, '09
jefsap said
Vejam o que já está ocorrendo em outros países! Será que vamos deixar isso ocorrer aqui também?

Video em duas partes:

http://www.youtube.com/watch?v=7vvdpiQDQLI&ytsession=CGdDfWpLbvFqXJI-mNJH
jefsap, estou re-publicando seu comentário, editado, pois o link que você postou para o vídeo estava extremamente longo, o que alargava demais esta página e dificultava a leitura da mesma.

Aqui está uma cópia "encurtada" do link que você indicou:

PLC 122: Suas ameaças e perigos - parte 1 - http://bit.ly/2ErXL6

( ou: http://www.youtube.com/watch?v=7vvdpiQDQLI )

Agradeço, e abraço.
eufalomesmo wrote on Nov 12, '09
Legal ...

Acredito que deveriamos pedir pra fazer uma lei geral sobre discriminação/Bullying e nao apenas para os homosexuais!!!
Qualquer tipo de discriminação deveria acarretar em cadeia!!!
Deviam colocar cada tipo de discriminação possível:

Se alguem for alvo de Bullying por ser:
- Gordo ou Magrelo (Por que uma pessoa Gorda nao pode ser "modelo")
- Feio (Porque nao contratam feios para apresentar programas de TV)
- Cristão (Olha que tem gente que faz um Ahhhh ... qdo vc se diz Cristão ... pra mim isso é discriminação)
- Deficiente Físico

Dae ... a garota lá do começo vai dizer que a gorda nao pode ser modelo
porque nao se encaixa nos padroes da agencia ...

Ah a agencia pode ter padroes???

Entao acrescenta na maldita lei ...
"... será discriminação .. exceto nos casos religiosos pois eles possuem padroes..."

agora para a questão de algumas pessoas tirarem uma "palha" dos gays
isso concordo ... ninguem tem direito de ficar zoando
assim como nao tem direito de ficar zoando com os gordos, feios e deficientes
mas no final das contas todos tem direito de falar e expressar suas opinioes
Mas pra isso já tem lei ... e já nao é suficiente??? huahuahuahua

precisa ter uma que me diz pra casar homos na minha igreja ...
senao vou ser processado por discriminação?

é a mesma coisa que um traficante pedir pra ter uma lei
para que ele seja libertado caso seja preso por traficar
e ainda possa abrir um processo por discriminação
só porque o trabalho dele é diferente dos "padroes" do governo

Cada lugar tem o seu PADRAO de CONDUTA!!!

E devem ser respeitados!!

(Toma essa... hehe)
sailorkaoro wrote on Nov 30, '09
Conheço uma menina de 15 anos que se suicidou pois seu pai a espancava todos os dias por ela ser lésbica. Conheço um garoto de 21 que foi espancado na rua, com golpes de corrente, por estar de mãos dadas com seu namorado. Sim, exigir uma lei que torne crime discriminar uma pessoa que ama outra (que seja do mesmo sexo) é equivalente a pedir lei que licencie o tráfico. E sim, assim que a lei for aprovada, todo gay vai entrar na igreva vestido de Drag Queen, pois os gays adoram se humilahr em público, provocar e rebaixar crençar religiosas. Todo gay é ateu, certo?
Os homossexuais somente querem o direito de ter alguém à recorrer. Não façam comparações bobas. Tente conhecer mais gays, e verão que o que se pede é muito pouco.
Oi, sou menina, gosto de meninas, você poderia me respeitar? Não quero ter que me matar como a garota de 15 que conheci. Não quero chegar chorando para a minha família caso seja demitida por gostar de mulher. Não vou processar alguém que diz que homossexualidade é pecado e irei pro inferno. Escuto isso desde criança. Quero que as pessoas saiam do Levítico e passem pro Eclesiastes:
"quem é digno de consertar o que Deus fez torto?"
berridan wrote on Dec 16, '09
A Igreja Católica não descrimina homosexuais. A orientação oficial é de sejam acolhidos com respeito, compaixão e delicadeza. Evitar-se-á para com eles todo sinal de discriminação injusta. (veja CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA 2357 a 2359). As pessoas homossexuais são chamadas a castidade. Também os heterossexuais são igualmente chamados a castidade. O sexo só é permitido entre casais unidos pelo sacramento do matrimônio. Para estes, a castidade significa fidelidade recíproca. Se as recomendações dadas aos homossexuais e heterosexuais são as mesmas, entendo que não há discriminação por parte da Igreja. Nenhuma igreja pode ser responsabilizada pelo comportamento de alguém que embora diga ser cristão, não se comporte com tal.
Quanto ao comportamento homossexual, a Sagrada Escritura o apresenta como depravação grave. Mesmo num estado laico, as famílias devem ter direito de criar seus filhos de acordo com a Palavra de Deus.

Katólico
ericasilva1986 wrote on Feb 14, '10
Vou tentar expressar minha opinião, embora em termos leigos, pois não conheço a fundo todos os pontos abordados neste projeto de lei, mas o que dá pra perceber é que o assunto em questão já virou uma guerra declarada. Eu sou cristã protestante, e acho que o homossexualismo é uma prática que vai contra as escrituras sagradas. Mas, ao mesmo tempo, conheço alguns gays e não os odeio por isso, pelo contrário, eu procuro demonstrar que os amo e que, na hora em que precisarem de orientação ou um ombro amigo eu estou disposta a ajudar. Inclusive, o meu cabeleireiro é gay, e ele ama ouvir sobre a palavra de Deus, e sempre que posso eu ensino a ele um pouco do que sei, desta maneira sinto que posso ajudá-lo. Mas eu tenho plena liberdade de dizer a esse meu amigo que Deus condena o homossexualismo, e ele já me pediu que eu orasse por ele para que ele pudesse ser curado. A conclusão que chego é que muitos homossexuais não são felizes com essa condição e têm todo o direito de procurar ajuda. Agora, se essas pessoas disserem que não querem ser mais homossexuais serão considerados traidores? Acho que cada um tem direito de ser o que é e de expressar suas opiniões e crenças, e não seria justo punir os cristãos por considerarem o homossexualismo uma prática condenada por Deus. Não seria justo obrigar um padre ou um pastor a celebrar um casamento que ele mesmo não acredita que será abençoado por Deus, isso iria ferir profundamente sua crença. As igrejas evangélicas (pelo menos a minha) acolhem com amor o homossexual, não os expulsam de seus templos, não os espancam nem os humilham, então, qual é o problema? Apenas o fato de declarar que somos contra o homossexualismo? Então, se dissermos em nossas igrejas que é errado ir ao baile funk ou ao pagode estaremos discriminando os funkeiros ou os pagodeiros? Na verdade, muitos gays e muitos religiosos estão pegando pesado ao defenderem suas opiniões. Eu só peço a Deus, de todo o meu coração, que Ele mostre o imenso amor que Ele sente por todos nós (gays e héteros) e tenha misericórdia de nossas almas. A paz do Senhor Jesus para todos (gays e héteros), amém.
dayserosana wrote on Feb 25, '10
òtima matéria parabéns!
Postei também nos foruns:

http://www.portaldaluz.com

http://forum.intonses.com.br

http://www.forumembuguacu.com.br

Venham conhecer amigos!
pedrohenrique1979 wrote on Feb 28, '10
Inconstitucional? Ilegítimo? IMORAL? Totalitário? 'HETEROFÓBICO? Caro Mestre, não queira usar o Direito como arma para continuar defendendo idéias de intolerância que perpetuam não somente o preconceito em nossa sociedade, mas também justificam a banalização da violência e a negação à cidadania para com os homossexuais. Não se quer com a PLC 122 reconhecer um "terceiro gênero", como o advogado sugere de maneira acintosa. A Constituição Federal estabelece a igualdade para homens e mulheres, sejam estes negros, brancos, ricos, pobres, homossexuais, heterossexuais, etc. No entanto, vale ressaltar que esta lei é completamente legítima, uma vez que esta numerosa e ativa parcela da sociedade precisa sim ser protegida da insanidade e virulência que a marginaliza e descrimina. E que injustamente nem sempre encontra apoio da justiça, tão mais facilmente à disposição de cidadãos heterossexuais.
spirith wrote on Mar 20, '10
Observemos pelo lado obscuro da coisa, se você estiver em um local com sua família e também ali estiver um casal homo se beijando, se acariciando , etc, (mesmo que você tenha chegado ali PRIMEIRO), não se agradar do que vê principalmente em respeito à seus filhos VOCÊ TERÁ QUE SAIR porque se pedir mesmo que gentilmente para pararem VOCÊ SERÁ PRESO, e como ficará sua família?, Já assistiram as passeatas gays , muitos com a bunda de fora, outros mais com roupas que são três à quatro números menores do que usam, beijos, carícias, malicias e outras coisas mais, IMAGINEM TUDO ISSO DIARIAMENTE SEM VOCÊ PODER INTERVIR, a Lei deverá ser alterada, pois PARA ELES (SOMENTE PARA ELES) NÃO PODERÁ SER APLICADA A TÃO CONHECIDA “CONSTRANGIMENTO ILEGAL”, porque o que estarão fazendo PARA ELES (SOMENTE PARA ELES) SERÁ LEGAL “SE A LEI PLC 122 PASSAR”. IMAGINEM o que SERÁ VISTO , nas ruas, escolas, empresas, conduções, igrejas e etc...SERÁ UMA TOTAL POUCA VERGONHA. O interessante de tudo isso é que como podem comparar isso aí com racismo, não existe comparação lógica, a ex-deputada IARA deve ter algum problema com sentimentos reprimidos, talvez na consiga se expressar ou tenha medo de se expor tal qual decidiu criar a PLC 122 para que assim não seja criticada. No Brasil, centenas de pessoas são mortas diariamente, assalto, crimes passionais, acidentes de trânsito e etc, observados de forma normal, já com relação aos homossexuais (deve ser observado de forma especial), POR ACASO SOMOS (HETEROSSEXUAIS) INSIGNIFICANTES EM RELAÇÃO A ELES? É ISSO O QUE ESSA LEI RIDÍCULA PROPÕE, TORNAR-NOS INSIGNIFICANTES EM RELAÇÃO À ELES, “NÃO ME OLHE DESSE JEITO QUE MANDO TE PRENDER”, “SE NÃO QUISER ME VER BEIJANDO DE LINGUA, SAIA DAQUI SENÃO MANDO TE PRENDER”, “ISSO AI COM VOCÊ É UMA BIBLIA? SE ESTIVER MARCADA NA PÁGINA QUE DIZ QUE DEUS ME ABOMINA, MANDO TE PRENDER”, “SE A PIADA QUE FOR CONTAR CONTIVER GAY MANDO TE PRENDER”, “NÃO GOSTOU DA MINHA ROUPA DE NÁDEGAS A MOSTRA OLHOU TORTO, MANDO TE PRENDER”, “O QUE OS CIENTISTAS ANALIZARAM E CONFIRMARAM QUE SÓ EXISTEM DOIS CROMOSSOMOS X E Y, MASCULINO E FEMININO? ONDE ESTÁ O CROMOSSOMO G (GAY) POIS EU FUI UM FETO GAY, ISSO NÃO ESTÁ CERTO, A CIÊNCIA TÊM QUE SER MUDADA, VAMOS PRENDÊ-LOS”,... etc...etc...etc, será que ainda preciso dizer qual meu voto? A propósito, tenho CERTEZA de que AQUELES que foram CONTRA a explanação inicialdeste tema, SÃO ou QUEREM SER HOMOSSEXUAIS, pois a homossexualidade (o que diz a Psicologia e a Ciência), é imposta ou aprendida, "sou mulher beijei minha amiga quando tomei um pileque e gostei, quero mais" ou "sou homem viciado em sexo e tem algo em meu amigo que me chama atenção, acho que me apaixonei por ele", "meu cromossomo sempre foi "G", que imbecilmente e canalhamente atribui à soma dos cromossomos X e Y, sou cientista formado pela Facu-da-Ignorância_Total.
sailorkaoro wrote on Mar 20, '10
E quando vc chegar nesse restaurante que vc visita, e segundo vc tem homossexuais fazendo sexo em cima da mesa, o que constrange seus filhos, sem a lei, o que vc faz? Bate neles? Cresce, meu filho. Nem gay nem hetero sai copulando pela rua. Se vc viu bundinhas em parada gay, só lamento. Vemos mtas bundinhas na Globo em carnaval, bundinhas heterossexuais.
heteros wrote on Mar 25, '10
Livio ou Livia sei lá, na minha opinião nesses casos não existe "opção sexual" ou orientação sexual, e se ela existe é completamente alienada e vai contra os principios da natureza e para finalizar além do desvio de personalidade que você é portadora, você é muito burra, lê e não entende nada que leu.
Vai se tratar, e antes que eu me esqueça, graças a deus sou ateu.

Beijos
luisreis0 wrote on Mar 29, '10
nao tive tempo de ler todo o comentario do artigo apresentado ai em cima...(na verdade eu lí só o começo e vi algo que me fez desanimar de ler o resto... )
Mas uma coisa eu tenho que comentar...

como pode ser possível acrescentar um 3º sexo naCconstituição Federal?

ou a pessoa nasce com um pênis ou com uma vagina.. Fato. (claro q também pode nascer com os 2.. ou talvez com nenhum.. sei lá, vai saber... mas ai a pessoa decide como viver...)

enfim.. o que quero dizer é:

Homem nasce Homem e nao deixa de ser Homem por assistir For Man e dar por ai...
Mulher nasce Mulher e nao deixa de ser Mulher por assistir Playgirl e pegar umas cocotas por ai...

estariamos entrando na Ficção ao dizer que existe um 3º Sexo... de Fato só existem 2...
HOMEM PEGA HOMEM E MULHER PEGA MULHER... NAO EXISTE UM INDEFINIDO...

trexo que estou comentando:

"É inconstitucional porque a Constituição Federal estabelece, no art. 5º, como direito e garantia fundamental, que, primeiramente, “homens” e “mulheres” são iguais em direitos e obrigações, de modo que a Constituição não reconhece um terceiro gênero: o homossexual..."

e sim.. sou a favor da lei..
^^
danjordyabi wrote on Apr 3, '10
você que deveria se tratar, criatura, já que no mínimo está em situação de "dissonância cognitiva". Tudo no humano, criatura, vai de contra a natureza. Se você souber filosofia saberá o que eu estou falando. Nada há no humano que diga respeito a natureza a não ser o seu "instinto de preservação da espécie". O resto é aprendizado e, portanto, não natural.
danjordyabi wrote on Apr 3, '10
Como pode uma pessoa que diz ter, ou até tem (o que é uma lastima), o mestrado em Direito e ser professor universitário não saber o significado de gênero? Nada mais tenho a dizer diante da gravidade da situação a não ser lamentar pelos alunos deste senhor.
luisreis0 wrote on Apr 3, '10
fundamente seus argumentos entao senhor filósofo...
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danjordyabi wrote on Apr 3, '10
Eu não sou filósofo. Só estou ressaltando que o homem é um ser linguistico o que lhe afasta da natureza. O homem está além do natural. Não sou eu que tenho que fundamentar. Não mandei ninguém se tratar. Aqui no Brasil, tais comportamentos tem revelado a intolerância e a violência sob a égide da liberdade de expressão. Se você quer uma fundamentação procure em Foucault (História da Sexualidade, mais especificamente o livro 2 "o uso dos prazeres"); Goldberg , Nietzsche, Kant, Freud, Nobert Elias, Deleuze, Guattari, Legendre, Lyotard, Veyne e outros... muitos outros. Entretanto, fotaleço a idéia de você estudá-los, vai acrescentar muito à sua existência.
eisso wrote on Apr 29, '10
senso critico."viu DEUS que não era bom que o homem vivesse só,então O CRIADOR fez a mulher.Ora,ora será que DEUS ERROU?Deveria ter criado um 3º sexo.Apavorante e disvirtuador.Esses gays,lesbiscas,transexuais ate´parecem MUTANTES.Quando uma criatura dessas aparecem dizendo sou trans.Me dá um nó na cabeça e penso essa aberração gosta de que?quando vejo não vou dizer CASAL porque isso e´par.2"homens" juntos penso :quem é que faz o papel da mulher.kkkk.Cara é rídiculo para pra pensar dá o c.Um orgão que foi feito pra excretar fezes humanas.Pode ter certeza disso essa lei é escrota como eles.Coitados nunca serão enxergados como normais.Jamais quero que a minha filhinha presencie uma coisa nojenta dessas .Espero que antes disso acontecer JESUS CRISTO volte para buscar os SEUS.E vcs que não tem valores morais, que falam que o que importa o carater,podem quicar ,espernear,dar cabeçada em parede,chupar um prego até ele virar parafuso que enquanto exister pessoas como nós isso não vai acontecer.EM NOME DE JESUS.
eisso wrote on Apr 29, '10
heteros said
Livio ou Livia sei lá, na minha opinião nesses casos não existe "opção sexual" ou orientação sexual, e se ela existe é completamente alienada e vai contra os principios da natureza e para finalizar além do desvio de personalidade que você é portadora, você é muito burra, lê e não entende nada que leu.
Vai se tratar, e antes que eu me esqueça, graças a deus sou ateu.

Beijos
imbecil se vc é ateu não dê GRAÇAS A DEUS,seu ignorante,não fale o nome dele em vão.DEUS È PERFEITO,o homem é que disvirtuou a beleza de sua perfeição.Um dia ELE vai se apresentar pra vc,e vai te dizer que ele tmbm não te reconhece para a vida eterna,porque esse mundo não tem mais volta.Que O SENHOR NA SUA INFINITA MISERICÓRDIA,QUE SÓ ELE TEM ALCANCE A SUA ALMA.
eisso wrote on Apr 29, '10
VOCÊ QUE É A DONA DA RAZÃO .CALA A BOCA MAGDA.VC É SURTADA ,MAL RESOLVIDA E COM CRISE EXISTENCIAL.PARE DE IMAGINAR QUE O PRINCIPE EM VEZ DE SAPO,VIROU UMA SAPA.KKKK.QUE MUNDO RÍDICULO DE VCS .
eisso wrote on Apr 29, '10
jÁ OUVI UM TESTEMUNHO TMBM DE UM EX-TRANFORMISTA O NOME DELE:PAULINHO DE "JESUS".ELE FALA QUE A MAIORIA DELES VEM DE UMA FAMILIA DESTRUIDA OU FOI ABUSADO,COMO ELE TESTEMUNHA QUE FOI.HOJE LIBERTO PREGA SUA HISTÓRIA DE VIDA.E NINGUEM TEM ORGULHO DE SER GAY.COMPRE O DVD DELE E SAIBA MAIS SOBRE UM EX-GAY
97698 wrote on May 15, '10
Cientificamente e Psicologicamente é comprovado que o homossexualismo se desenvolve por vários fatores:
* O Mesmo estudo feito por homem cabe a mulher*
1- Porque foi aliciado quando criança por outro homem, essa ação entrou no psicológico da criança fazendo um processo de construção do caráter, fazendo a criança entender que ela nasceu pra se relacionar com homem, a ação passa a ser natural, e a criança que nasceu homem passa a gostar de outro homem a medida que vai crescendo.
2-Porque a criança nascida homem, não teve pai, ou foi abandonado pelo pai, e essa ação passa a criar um vazio no coração da criança. A criança ou entrar em contato com amigos, transfere a falta do pai na figura do amigo, e confunde os sentimentos, entendendo que nasceu pra se relacionar com homem, pois agora o seu problema parecer estar sendo resolvido com um amigo que fica no lugar do pai.
3- Porque a Criança foi aliciada por uma mulher e nesse aliciaento foi ferido, ou doloroso, a criança passa ater um medo de mulher, ou fobia, ou pavor, que ao decorrer de sua vida, vai fugir de relacionamento com mulheres decidindo-se por relacionar-se com homens
4- A criança ou adolescente que nunca teve a atenção do Pai, ou a presença frequente do Pai, vai buscar essa atenção no amigo, se optando per relaciornar-se com o mesmo.
5- O adolescente que foi traido por várias vezes pelas namoradas que teve, e pensa que o problema e com ele, e vai tentar se relacionar com homem por esse trauma, e pensa ai que o seu problema foi resolvido e decide por se relacionar com homens.
_____________________________________________________________

Eu sou totalmente contra a Homofobia, ou a violencia contra os homossexuais porque entendo que eles também são cidadões!

Os Historiadores afirmam que toda CULTURA É APRENDIDA, ninguém nasce gostando de algo, ela passa a gostar de algo, asua vida é decidida conforme a influência da sociedade em que ela está inserida.
É preciso ser entendido que os Homossexuais decidiram sim, por algum motivo por relacionar-se com pessoas do mesmo sexo, por algum motivo, eles aprenderam e gostaram dessa cultura, por algum motivo as suas vidas foram decididas dessa maneira, eles não nasceram assim!

A PLC 122 afirma que vai garantir os direitos dos homossexuais, mas eles ao mesmo tempo, reprime as decisões e os pensaentos de pessoas que são contra a lei e não a favor da homofobia!
Tira o direito do pastor ou padre!
Das pessoas, das crianças que vão ser inseridas num ambiente de cultura onde verão duas pessoas do mesmo sexo se beijando na rua.
Tira o Direito da Dona de Casa que não vai querer que a sua filha seja cuidada por um homossexual que vai influenciar a sua filha ou filho pela mesma opção que ela.
e várias outras coisas mais que essa lei afirma.

Talvez o problema dos homossexuais sejam resolvido, mas vários outros problemas irão aparecer

"Vai muito mais além do que as Escrituras Sagradas nos ensinam"
Deus já havia falado que o mundo estaria assim, Sodoma e Gomorra foi destruido por essas práticas.
Mas a destruição foi feita porque estava influenciando uma nova geração
Vai ser a geração do seu filho, da sua filha que voce está decidindo!

A questão Homossexual vai ser resolvido ao mexer nos princípios e valores das familias, quando os Pais dere mais atenção aos seus filhos, quando não houver mais abusos sexuais, quando as pessoas não trairem umas as outras, quando o VERDADEIRO AMOR reinas na vida da humanidade, ESSE AMOR É DEUS! só Ele pode curar voce homossexual desses traumas sofridos no passado.

Feliz é a nação cujo Deus é o Senhor!

Adriana Memória de Andrade- Manaus/AM
guodvoom wrote on Jul 6, '10
É bom lembrarmos que há poucos anos atrás uma pessoa homossexual era condenada à morte pela sociedade cristã e mesmo depois de sua morte ainda tinha que enfrentar o "fogo do inferno" e a "condenação eterna" por incitar tal prática neste mundo pecaminoso... Hoje evoluímos, a orientação sexual é dela e ela faz o que bem entender... a turma do "deixa-quieto" tem tentado abafar e com sucesso esse "pano-pra-manga". Deixaram explicitamente aqui em uma opinião que o questionamento não é gênero sexual e sim orientação... Olhem só, não querendo ser extremista, mas uma pessoa pedófila não tem orientação sexual por crianças? O "pedófilo" não tem sido, atualmente, o réu da vez? Nossa sociedade cristã não tem condenado com fervor essa prática? Pois é, assim como os heterofóbicos procuram "beiras" na lei do racismo, amanhã os pedófilos podem encontrá-la para praticar "na forma da lei" o que já praticam há milhares de anos. Como todos sabem, as orientações sexuais são tão velhas quanto o homem. Mas, decidir qual é a melhor e a mais aceitável para nossa sociedade e nossos filhos é a mesma coisa de decidir qual é a religião perfeita para o mundo e impô-la.

Douglas Alves
Goiânia-GO.
rogerio80 wrote on Aug 16, '10
Antes de adentra no mérito, faz necessário discorre as palavras Afonso Arinos de Mello Franco, in verbis:
“(...) a idéia democrática não pode ser desvinculada de suas origens cristãs e dos princípios que o Cristianismo legou à cultura política humana: o valor transcendente da criatura, a limitação do poder pelo Direito e a limitação do Direito pela justiça. Sem respeito à pessoa humana não há justiça e sem justiça não há Direito”. (FRANCO. Afonso Arinos de Mello. Curso de Direitos Constitucional Brasileiro. v. I. Rio de Janeiro: Forense, 1958, p. 188).
Na verdade alguns não sabem as origens do direito à liberdade religiosa. A liberdade Religiosa significa dizer: todos os homens devem estar livres de coacção, quer por parte dos indivíduos, quer dos grupos sociais ou qualquer autoridade humana; e de tal modo que, em matéria religiosa, ninguém seja forçado a agir contra a própria consciência, nem impedido de proceder segundo a mesma, em privado e em público, só ou associado com outros, dentro dos devidos limites. Declara, além disso, que o direito à liberdade religiosa se funda realmente na própria dignidade da pessoa humana, como a palavra revelada de Deus e a própria razão a dão a conhecer . Este direito da pessoa humana à liberdade religiosa na ordem jurídica da sociedade deve ser de tal modo reconhecido que se torne um direito civil.
De harmonia com própria dignidade, todos os homens, que são pessoas dotadas de razão e de vontade livre e por isso mesmo com responsabilidade pessoal, são levados pela própria natureza e também moralmente a procurar a verdade, antes de mais a que diz respeito à religião. Têm também a obrigação de aderir à verdade conhecida e de ordenar toda a sua vida segundo as suas exigências. Ora, os homens não podem satisfazer a esta obrigação de modo conforme com a própria natureza, a não ser que gozem ao mesmo tempo de liberdade psicológica e imunidade de coacção externa. O direito à liberdade religiosa não se funda, pois, na disposição subjectiva da pessoa, mas na sua própria natureza. Por esta razão, o direito a esta imunidade permanece ainda naqueles que não satisfazem à obrigação de buscar e aderir à verdade; e, desde que se guarde a justa ordem pública, o seu exercício não pode ser impedido.
Diante disso, PL 122 é realmente é ilegal na suas origens e deve ser mudada a sua redação para não existir conflitos de princípios universais. E concordo com o Dr. Uziel Santana

Att: Dr. Rogério - Olinda - PE
opiniaopropria wrote on Sep 6, '10
bom, li tudo, conheço direito e num to afim de aprofundar em termos tecnicos ou religiosos. o que ninguém tá vendo nesse trem todo aí, é algo que eu vi e guardo no meu coração: já pensaram sobre se ter que aprovar uma droga de lei por que no futuro ela será precisada? tamos aí diante de uma possibilidade. vai que o futuro (a) presidente seja simpatizante desse ramo de sexualidade? vai saber, né? aí, sem lei pra aprovar a simpatização, cumé que vai se explicar diante dos eleitores quando começarem os escandalos? brincadeiras a parte, isso tá dano pano pra manga, mermo.

eu sou criacionista, creio que Deus criou o mundo e o homem a sua imagem e semelhança e até agora num me deram razão cientifica plausivel para contrariar essa crença. tentam, tentam, mas num chegam num denominador comum. então, se o sujeito quer respeito pela sua orientação sexual, que então aprenda a respeitar opiniões contrarias a sua. não se pode nadar contra a maré sem usar uma força e determinação incomuns e sem se cansar ou machucar. como disseram aí pra cima, ou voce nasce com prexeca ou com pinto. se voce nasceu de prexeca e quer colocar um pinto no lugar, voce estará indo contra a sua fisionomia, em primeiro lugar. se voce violenta a sua fisionimia em favor de sua ideoligia, é um problema seu. o mesmo se o homem quer tirar o pinto e colocar uma prexeca no lugar. um dos artigos dessa lei, orienta que o sus faça operações de troca de sexo. dinheiro meu e do povo todo usado proce ficar mais feliz. tá. eu tenho que concordar com isso também? tenho que deixar minha filhota ficar vendo o pai e a mae dela se beijarem e da mesma forma visualizar um homem ingulino outro homem? que nó isso dará na cabecinha dela? voces querem ter direito de adotar crianças e "casar" com legalidade. que futuro terá essa criança? o pamae e a mapai virao na reunião da escola hoje. dai, saem de maos dadas com voces após a reunião, e com isso todo mundo vai olhar. se voces querem assumir a orientação sexual de voces, assumam então com as deficiencias que isso trará. casal gay num pode ter filho. então nao os queiram ter. assumam que a orientação de voces os impede disso. seria mais justo pra com a sociedade. filho tem que ter homem e mulher. ou se voces apelarem pro recurso "eu vo ali e dou uma deitadinha com fulano (a) e a gente faz um filho", isso ja contrariaria a lei de sociedade civil. casar implica em fidelidade, mesmo no civil. então, concluo com tudo isso, que pretendem mudar a constituição de um país em detrimento aos direitos de voces, contrariando os direitos dos demais, e ainda onerando essa mesma sociedade com os custos da felicidade de voces (no caso do sus). sejam integros em suas vontades, então. assumam as orientações de voces, mas atentem para a orientação dos outros também.

e direito por direito, os de voces começa onde termina o meu e vice versa.
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amigodedeus1 wrote on Sep 12, '10
Parabéns por este artigo.
Sou contra este projeto de lei que visa privlilegiar uma minoria, e fere nosso direito de liberdade religiosa. Cada um tem o livre arbitrio de viver como quiser, assim como eu tenho o direito de viver de maneira que agrade a Deus. E esta conduta é pecado e eu posso expressar isso sem ser acusada de discriminação. Já existem leis que resguardam os homossexuais como cidadãos e estas leis são para todos os cidadãos. Não há necessidade de se mudar isso. A Palavra de Deus é verdadeira, e nós devemos pregar o evangelho a toda criatura. Jesus deu a sua vida por toda a humanidade. Respeito os homossexuais mas reprovo sua conduta. E espero que o evangelho possa alcançar a todos quanto abrirem o seu coração, pois Deus não faz acepção de pessoas, Ele ama a todos mas condena o pecado.
oiluminista wrote on Oct 14, '10
terrivel o que a ignorancia pode fazer.... um diploma não significa nada mesmo
1) não há unanimidade sobre a constitucionalidade do PL, pois a constituição veda QUALQUER tipo de discriminação
2) Seu argumento sobre homens e mulheres é completamente falacioso e o fanatismo religioso o cega a boa argumentação; só existem homens e mulheres agora alguns homens e mulheres são homo e outros heteros; aos homens e mulheres homos não são dados os mesmos direitos que são aos homens e mulheres heteros, contrariado a igualdade de direitos constitucional que você mesmo apontou; portanto o seu argumento reforça a constitucionalidade do projeto e não vai contra ela
3) o projeto não fere a liberdade de expressão pois ele NÂO INSTITUI A CENSURA; voce pregar, publicar, falar o que quiser, só que isso terá consequencias (como já acontece hoje nos casos de calunia, difamação, etc)
4) O PROJETO È UM SUBSTITUTIVO A LEI QUE PROIBE O RACISMO: quase tudo que está previsto nesta lei já diz respeito ao racismo e já aplicado; PORQUE ENTÂO SÒ SE REFEM AQUI AOS HOMOSEXUAIS E NAO AOS NEGROS? SERA QUE TEMOS UM RACISMO ENVERGONHADO NOS COMENTARIOS? OU SERÀ QUE OS GRUPOS RACISTAS ESTÂO APRIVEITANTO "A ONDA" PARA DERRUBAR A LEI? PENSE IRMÃOS NEGROS E NEGRAS, ESSA CAMPANHA PODE SE VOLTAR CONTRA VOCE...
5) Por que os religiosos - melhor os católicos e evangélicos pois nao vi NENHUMA MANIFESTAÇÂO DE ESPIRITAS ( cardecistas, umbandistas, cadomblé e outros) CONTRA A LEI - o que indica que ela NÂO È CONTRA A LIBERDADE DE RELIGIÂO - estão tão apavorados com a lei? Por que a lei "Envolve A PRÀTICA DE QUALQUER TIPO DE AÇÂO VIOLENTA E INTIMIDATÒRIA" e o que diz a BIBLIA? EM ROMANOS I-31-32 a Biblia diz que "VARÂO QUE SE DEITA COM VARÂO" é "DIGNO DE MORTE". Essa é a origem do temor dos religiosos cristãos: não é que por causa da pregação do homosexulismo como pecado, ou que a pessoa vá para o inferno...a quetão é que a BIBLIA PREGA O ASSASSINATO DE HOMOSEXUAIS... essa é a verdade que nenhum religioso fala.
xuyty wrote on Oct 16, '10
Eu sou a favor da democracia!!! Sou contra qualquer tipo de agressão física ou humilhação verbal contra homossexuais. Mas ñ me obriguem a achá-los bonitinhos e aceitá-los, do mesmo jeito q ñ obrigaria ninguém a gostar de evangélico. Se é crime falar mal de homossexual então vai ter q virar crime falar mal de crente, um é discriminação sexual e o outro discriminação religiosa. Quer falar mal de crente: por mim pode falar! Mas eu tb quero a liberdade de falar mal do homossexualismo. E ñ vem ñ com essa conversinha mole de racismo! Racismo ñ tem nada a ver com homossexualismo. Ninguém escolhe nascer branco, negro, indio, oriental. Agora homossexualismo é comportamental: estou criticando uma prática/ato e não uma raça (o q é inadmissivel). Botaram o racismo no meio pra confundir!
oiluminista wrote on Oct 17, '10
1)Quanto ao "não aceitá-los" se é algo de foro intimo, problema de quem não aceita....Simplesmente diga para a pessoa cujo comportamento voce não aceita: ""EU NÂO ACEITO SEU COMPORTAMENTO PORQUE ELE È CONTRA A NATUREZA E OS PRINCIPIOS DE DEUS"..Outra coisa é dizer: SEU VIADO FILHO DE SATÂ VOCE TEM MAIS È QUE MORRER E IR PRO INFERNO...SEU DESTRUIDOR DE FAMILIAS VOCE È A ESCORIA DA SOCIEDADE NÂO VALE NADA . DEU PARA PERCEBER A DIFERENÇA ENTRE OFENDER E NÂO ACEITAR?
2) A questão tem tudo a ver com o racismo, pois O ARGUMENTO DA LIBERADADE DE EXPRESSÂO OU RELIGIOSA TAMBÈM SE APLICA AO RACISMO.Com base no argumento contra o PL se eu criar uma Igreja com base em uma interpetação da Biblia dizendo que os negros não tem alma (coisa que a igreja já pregou em outro momento da história) ou não foram criados por Deus(Afinal não há referencias a negros na bilbia....) e por isso "são dignos de morte" não poderia ser condenado em nome da liberdade de expressão ou religiosa. Isso não é racismo????
3) O PRINCIPIO É O .MESMO DO CASO DO RACISMO: NÂO PODEMOS SER TOLERANTES COM A INTOLERANCIA, O ÒDIO E A DESCRIMINAÇÂO. Me parece que esse é o principio da lei.
3) quanto ao homosexualismo ser comportamental: a) não há explicação definitiva e única para o homosexualismo; praticas e inclusive a formação de casais homosexuais é observada na natureza (REvista superinteressante AGosto de 1999); b) de acordo com a psicanálise, a escolha não é a mesma coisa que deliberação; dai o termo correto ser ORIENTAÇÂO E NÂO OPÇÂO SEXUAL; c) SENDO UM COMPORTAMENTO E NÂO ALGO "NATURAL"(SIC) ISSO DÀ AO OUTRO O DIREITO DE DISCRIMINAR, AGREDIR, OFENDER E PREGAR O ÓDIO? PS: não estou dizendo que qualquer comportamentos devem ser sancionados pela sociedade - muito pelo contrário, os comportamentos intolerantes, por exemplo não o devem ser porque eles causam um mal ao outro e a sociedade. mas O ATO HOMOSEXUAL quando é feito ENTRE ADULTOS E DE FORMA CONSENSUAL NÂO CAUSA MAL ALGUM A SOCIEDADE E AOS INDIVIDUOS QUE O PRATICAM
liberdadedeexpressao wrote on Nov 30, '10
Ver também:

PLC 122/2006 (PL 5003/2001), na íntegra. [Lei da Mordaça Gay]
http://liberdadedeexpressao.multiply.com/journal/item/434

Mais informações sobre o PL 122/06 e ameaças semelhantes:

http://liberdadedeexpressao.multiply.com/tag/plc%20122-2006
hibvio wrote on Dec 1, '10
O problema é que todos os homossexuais querem ser elogiados, e não suportam uma mínima crítica sequer. São todos hipócritas, falam mal de religiosos mas não querem que ninguém critique o seu comportamento. Concordo totalmente com o xuyty, pois não se trata de racismo, mas sim critica à comportamento, ninguém nasce gay, mesmo pensando isso. Já ouvi testemunho de várias pessoas ex-gays afirmando que eram gays e afirmavam ter nascido assim, e hoje em dia sabem que isso é enganação para prende-las dentro desse comportamento.
Não vejo nada de errado criticar homosexuais, pois é a mesma coisa de alguém criticar, por exemplo, alguém que bebe refrigerante ou não bebe. Que nós possamos estar atentos cada vez mais às Escrituras Sagradas, e não estarmos indo para um padrão diferente do que Deus determinou.
mansur02 wrote on Feb 22, '11

[ditadura gay, lobby gay, censura, liberdade de expressão, repressão, lei da "homofobia", PLC 122/2006, PL 5003/2001, PL 5003-b/2001]

Fonte: VINACC e Movimento de Apoio, 13/07/2007

Projeto de Lei 122/2006: inconstitucional, ilegítimo e heterofóbico

Projeto de Lei 122/2006: homofobia ou heterofobia? (IV-final)

(*) Uziel Santana

 

A Constituição Federal assegura que a simples expressão de condenação moral, filosófica ou religiosa ao homossexualismo não se constitui em discriminação, mas em constitucional, legítimo e legal exercício da liberdade de manifestação do pensamento, consciência e crença religiosa.”

 

Neste último artigo da série sobre a análise do Projeto de Lei 122/2006, onde, inicial e tematicamente, apresentamos, ao longo desta série de ensaios, o questionamento “homofobia ou heterofobia?”, responderemos, concludente e peremptoriamente, a proposição interrogativa. E já o fazemos, de plano, no título: trata-se, pelas razões anteriormente expostas e aqui reafirmadas, de um projeto de lei que, no seu nascedouro, já é, materialmente, inconstitucional, ilegítimo, imoral, totalitário e, mais que isso, potencializa, no Brasil, a possibilidade de estabelecimento de uma nova e endêmica entidade clínico-psicossocial: a heterofobia. Vejamos e reafirmamos (porque já o fizemos antes), como ilações, os porquês.

 

Por que o Projeto de Lei 122/2006 é inconstitucional? É inconstitucional porque a Constituição Federal estabelece, no art. 5º, como direito e garantia fundamental, que, primeiramente, “homens” e “mulheres” são iguais em direitos e obrigações, de modo que a Constituição não reconhece um terceiro gênero: o homossexual E, se assim o é, como um projeto de lei ordinária pode tentar estabelecer super-direitos e a impossibilidade absoluta de crítica a um grupo de pessoas que, enquanto homossexuais, nem reconhecidos são pela Constituição? Para a Magna Carta, queiram eles ou não, estes são homens ou mulheres. Esse foi e, continua sendo, o espírito do legislador constitucional e do poder constituinte originário que o fundamenta. Apesar de a Constituição dever ser interpretada como um texto aberto, há balizas interpretativas que são estabelecidas de modo fundacional e, portanto, não podem ser superadas sem a alteração do texto.

 

Ademais, como já explicamos e enfatizamos nos ensaios anteriores, o texto constitucional é de uma clareza límpida ao assentir que é livre a manifestação do pensamento, que é inviolável a liberdade de consciência e de crença, assegurando-se para isso o livre exercício dos cultos religiosos e, mais que isso, contundentemente, afirma: “ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica”. E num Estado Democrático de Direito, onde os direitos sejam, material e formalmente, democratizados, o bem maior a ser assegurado é a liberdade, conquistada, historicamente, através de sangue, suor e lágrimas pela sociedade brasileira. O projeto que está aí vai, frontalmente, de encontro a liberdade que nós temos de expor idéias e opiniões. Por tudo isso, é, flagrante e materialmente, inconstitucional.

 

Por que o Projeto de Lei 122/2006 é ilegítimo? Diz-se que uma lei é legítima, quando esta é a expressão jurídica dos anseios, valores e vontade da sociedade. A questão é: de acordo com o que vimos sobre os artigos do projeto, estes se coadunam com a vontade da sociedade? Isto é, a sociedade brasileira quer, realmente, possibilitar o aprisionamento de padres, pastores, monges (e etc.) simplesmente pelo fato de que eles, a partir da Bíblia, pregam em seus sermões e homilias que o homossexualismo é “abominação perante Deus” e “negação da criação e do Criador, porque querem desvirtuar a natureza – corpo, alma e espírito – do ser humano”? Claro que não!

 

Segundo nos aponta o último censo do IBGE, mais de 90% da sociedade brasileira é católica ou evangélica. Que legitimidade tem esse projeto, então? Temos a convicção de que os olhos da sociedade brasileira, neste momento, estão voltados à iminente votação no Plenário do Senado Federal. Se não há legitimidade, em absoluto, temos a certeza de que também não haveria eficácia social ou efetividade se este projeto fosse aprovado. A não ser que se estabelecesse uma nova ditadura no Brasil (o que não é pouco provável, tendo em vista os acontecimentos políticos que temos visto).

 

Por que o Projeto de Lei 122/2006 é (i)moral? Moral é o conjunto de usos e costumes de uma sociedade. O conjunto de valores e ações que, no geral, a sociedade acredita ser o seu bem, o seu belo e a sua verdade – o “mores maiorum civitatis” da cultura helenística. Ora, o Projeto de Lei 122 vai, essencialmente, de encontro àquilo que constitui a Moral da sociedade brasileira que, como afirmamos, é quase no todo, de uma tradição judaico-cristã. Por assim o ser, este projeto nega tudo aquilo que corresponde aos anseios, usos e costumes da nossa sociedade. E por isso é imoral, isto é, nega a moral da nossa sociedade. Dentro da nossa tradição moral, não há espaço para discriminação, nem preconceito. Do mesmo modo, não há espaço para tolhimento da liberdade de expressão, de convicção e de crença. A nossa moral nos diz que podemos ser aquilo que quisermos ser, assim como também que todos têm o direito de se posicionar e manifestar-se sobre esse ser ou não ser. E essa é a Moral que foi inserta no nosso sistema jurídico.

 

Por que o Projeto de Lei 122/2006 é totalitário? É totalitário, porque estabelece para toda a sociedade, para todas as instituições e para todas as pessoas o que se começa a denominar “Mordaça Gay”. Acredito que nem seja esse o desejo dos homossexuais. O projeto, absurdamente, torna criminosa, sem valoração distintiva, toda e qualquer manifestação contrária às práticas homossexuais. É o estabelecimento de uma imunidade comportamental jamais vista, em tempos de democracia, na história do direito brasileiro. O discurso é envolvente, mas falacioso. Fala-se em proteção dos direitos humanos, mas na realidade o que se está a estabelecer é a imposição de um modo de existência.

 

Por que o Projeto de Lei 122/2006 é heterofóbico? Simplesmente, porque os homens e mulheres da sociedade brasileira é que passarão a ter medo de se relacionar com os homossexuais. Porque tudo que se fizer ou falar, pode ser interpretado como homofobia e sujeitará as pessoas a penas de prisão. A cultura do medo restará implantada entre os heterossexuais. Os homens e mulheres da nação estarão sob a mira do aparato policial e do sistema prisional. Isso dá ou não “fobia” (medo)?

 

Se usam de violência contra os homossexuais que se use o Direito como está posto para todos indistintamente. Numa democracia não há espaço para privilégios legais para um grupo de pessoas que já tem as mesmas armas e faculdades jurídicas para se defender dos abusos que possam ser cometidos contra eles.

 

Não à homofobia e, do mesmo, não à heterofobia!

 

(*) Advogado

Mestre em Direito – UFPE.

Professor da UFS – (ussant@ufs.br).

http://www.vinacc.org.br/novo/geral/novo-destaque5.php?subaction=showfull&id=1184348522&archive=&start_from=&ucat=31&

[ publicado anteriormente no jornal Correio de Sergipe ]

VINACC - Visão Nacional Para a Consciência Cristã 

http://www.vinacc.org.br  --  http://www.conscienciacrista.org.br

MOVIMENTO DE APOIO - http://movimentodeapoio.blogspot.com 

Ver também:

PLC 122/2006: Homofobia ou heterofobia? (1a parte)  - http://liberdadedeexpressao.multiply.com/journal/item/60  

PLC 122/2006: Homofobia ou heterofobia? (2a parte)   - http://liberdadedeexpressao.multiply.com/journal/item/61 

PLC 122/2006: Homofobia ou heterofobia? (3a parte)   - http://liberdadedeexpressao.multiply.com/journal/item/62  

A Sra. Marta Suplicy, ainda se mantém no cenário político as custas dos fotos da classe gay, na esperança de aprovar uma lei DESCABIDA sem fundamento e que traga a sociedade melhorias.
Como prefeita da cidade de São Paulo, demostrou sua incapacidade política e administrativa, quando no auge da crise na aviação, quando foi indagada, respondeu " RELAXA E GOZA " o que podemos esperar de uma pessoa com esse caráter.
Ela colheu 27 votos de senadores, em troca de não tornar público o nome deles, por qual motivo, estranho essa conduta e ninguém cobra ou comenta.
Aproveitando Senadora, que faz parte dessa casa, onde devería imperar o bém moral e conduta limpa, votar uma lei para que tudo seja as claras, que os votos não sejam omissos e às escuras, como vocês tentaram aprovar essa barbárie de lei Plc122 no passado.

Paz a Todos.
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